ENCONTRE CONFORTO NO SEU DESCONFORTO
Atualizado: 31 de mar. de 2020
Hoje escutei isso não minha aula de Yoga (online) e nunca uma frase fez tanto sentido para escrever sobre reabrir o comércio ou mantê-lo fechado.

No artigo anterior conversamos sobre “control what you can control”. Não podemos gastar energia com preocupações improdutivas. Nesse momento, como alguém apaixonada pelo comportamento humano e seus desdobramentos: consumo, motivações e relacionamentos, me atrevo a dizer que se o comércio for reaberto, alguns empresários terão ainda mais prejuízos. Convocar um time para atender 1 ou 2 clientes não faz sentido.
O consumidor não quer comprar NADA agora, exceto produtos de primeira necessidade. E sabe por que? Porque estamos tomados pelo medo: medo do contágio do COVID19, medo de faltar dinheiro e medo de ser julgado. Além disso, estamos tristes acompanhando o crescimento exponencial do número de mortos e doentes.
Temos 2 motivadores principais de compra:
1 – PROBLEMA: quando existe uma necessidade. Ex: meu pneu furou e não tem conserto. Preciso comprar um novo. 2 – DESEJO: eu não preciso, mas quero. Ex: meus pneus estão ok, mas quero novos com aros maiores.
Se tenho um problema, vou comprar. Aplica-se às necessidades básicas para sobrevivência. Já o desejo de consumir algo que não preciso, nunca aparece quando estamos no meio de uma crise sem precedentes, como a atual.
Além dessa questão comportamental, antes de sermos seres sociais, somos seres biológicos. A nossa química e física interferem diretamente na nossa motivação. Em meio a tantas notícias negativas e preocupações, estamos aumentando nossos níveis de cortisol, que é o hormônio do stress. Tá certo que em alguns casos, o stress é até um impulsionador do consumo. Tem gente que busca substituir as emoções ruins, fazendo compras e mais compras.
A verdade é que não queremos a nossa marca preenchendo lacunas emocionais num momento como esse. Dentro das nossas exigências, como novos consumidores, queremos transparência, ética e empatia não é mesmo? O que você, comerciante, deve fazer agora?
Faça o impossível para se manter vivo na mente do seu cliente, como uma marca amiga, que tem alma e gera valor, não apenas gera vendas. E tão logo tudo passe, voltaremos a nos relacionar com empresas que entenderam o essencial: antes de consumidores, somos seres humanos!
Espero que essas palavras tenham levado um pouco de conforto para o desconforto de tantos varejistas.
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