INVENTÁRIO DA VIDA
O dinheiro deve ser usado para maximizar a felicidade, não a riqueza.

Quero deixar uma reflexão, uma indicação e uma atividade. Esta última poderá ser feita por todos que se identificarem com o conteúdo deste artigo.
A reflexão que trago é em formato de pergunta: você já se percebeu endividado para receber recompensas sociais? Se sim, sentiu o peso de assumir uma dívida muito alta, não apenas em dinheiro, mas aquela que vem da necessidade de manter as aparências e que traz grande desgasta emocional.
A indicação que quero deixar é do documentário Minimalismo Já, lançado esse ano no NETFLIX e que vem em momento oportuno, momento em que nos sentimos cada vez mais deprimidos e vazios, ao mesmo tempo em que nunca tivemos tantas “coisas”.
A verdade é que estamos nos empanturrando de “coisas erradas” e nos privando do que realmente importa. A gente dedica ao trabalho 70 horas por semana, para comprar coisas e mais coisas que não nos aproximam do bem-estar. As prioridades estão invertidas, uma vez que deixamos de gastar o tempo com o que realmente traz felicidade.
Usamos o consumo como muleta emocional, além do que, não se pode continuar consumindo mais do que o planeta dá conta de produzir. A equação não fecha. A questão não é se vamos mudar, a questão é como vamos mudar? Será de forma planejada ou a partir de algum desastre?
Pode parecer incoerente uma pessoa que ensina sobre vendas, trazer o consumismo para debate. A questão que quero destacar é sobre a felicidade. Quem já passou pelos meus treinamentos, com certeza me ouviu dizer: não devemos vender para o cliente, devemos ajudá-lo a comprar. Somos facilitadores nesse processo, contribuindo de forma positiva na tomada de decisão final.
Josh, protagonista no documentário, nos alerta para a cilada das “comparações”. Quando as necessidades básicas (teto, roupa e comida) são supridas, os humanos determinam o que é suficiente a partir do que vêm ao seu redor. Daí a expressão “a grama do vizinho é mais verdinha”. Antigamente as pessoas tinham condições parecidas, mas agora o nosso redor está nas redes sociais. Aconteceu uma expansão vertical do nosso grupo de referência. Eu comparo o meu cabelo com o da Emma Stone, comparo a minha vida com a da Kim Kardashian e o meu casamento ao da Gisele Bundchen. Nessa dinâmica, vou sempre olhar para o que não tenho.
E estamos cada vez mais estressados e descontentes. Nunca tivemos tanto acesso, nunca fomos tão infelizes, deprimidos e endividados.
E o que fazer já que estamos imersos nesse novo universo? Uma vida simples está longe de ser uma vida fácil. Fácil seria seguir o fluxo e obedecer as mensagens dos anúncios que dizem: compre isso e será feliz!
Vou sugerir alguns pontos de partida:
1. Busque elevar sua autoestima
2. Seja consciente da sua realidade
3. Pratique dominar o ego “vaidoso”
4. Evite comparações (cada filho dEle é um ser único)
5. Invista em autoconhecimento (para aprender o que faz sentido para a SUA vida).
6. Permita-se tempo para pensar as suas próprias ideias e necessidades.
7. Pare e pergunte: isso vai agregar valor para a minha vida?
8. Celebre e valorize as suas conquistas
9. Fortaleça a sua individualidade
10. Aprenda a dizer “não”
Para finalizar, vou sugerir uma atividade/dinâmica que foi citada no documentário e pode ser colocada em prática de imediato:
Passo 1 - olhe para tudo que tem na sua casa: gavetas abarrotadas, armários lotados de coisas, estantes desorganizadas...
Passo 2 - desapegue do que não faz mais sentido e não tem utilidade. Escolha 1 coisa por dia, durante 30 dias.
Passo 3 – pegue tudo que foi retirado e se organize para compartilhar com quem precisa.
E então vou te contar um segredo comprovado pela ciência: fazer e contribuir com o outro traz muito mais felicidade do que acumular riquezas e coisas. O objetivo é que você pratique o “viver” com o necessário.
Desejo e espero, para todos nós, uma vida com muito mais: mais crescimento, mais realização, mais contribuição, mais satisfação e mais paixão. E também com menos armadilhas do mundo caótico ao nosso redor.
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