Rebatizando o Dia do Cliente: Dia do Desconto
Quando vejo o dia 15/09 ser celebrado de maneira tão impessoal e automatizada, fico convencida de que o varejo físico irá, certamente, acabar para muitos. A pandemia fechou o comércio por meses no Brasil e no mundo, não teria sido tempo suficiente para renovar as estratégias dos negócios? O entendimento do óbvio parece não ter acontecido: O CLIENTE

Em setembro, dia 15, é comemorado o Dia do Cliente no Brasil. A data foi criada em 2003 no
estado do Rio Grande do Sul, pensada para movimentar o comércio naquele mês, considerado um período fraco para as vendas. Agora, em 2020, passados 13 anos (potencializados com 5 meses de pandemia), as abordagens para interação com o cliente não deveriam ter evoluído?
Na Era Humanológica que estamos vivendo, escuta-se muito sobre humanização das relações, criadas com experiências genuínas e conexões mais reais entre as pessoas, inclusive nas esferas comerciais. A narrativa é linda, mas a prática não converge para essa teoria. Cada vez mais mensagens e e-mails “defaults”, facilitados pela tecnologia e automatização de tantas ferramentas acessíveis, são usados na ilusão de aproximação junto ao consumidor.
Reflexão: na segunda feira 15/09, Dia do Cliente, quantos contatos você recebeu com uma
abordagem genuína, que te emocionou, que te causou acolhimento e te fez se sentir especial
para a marca ou empresa?
O momento era perfeito para homenagear aquele que escolheu a SUA empresa/marca para
fazer parte da história dele: o seu cliente. E no fim...
Expectativas: abordagens empáticas e personalizadas.
Entregas: descontos, promoções, cupons e bônus, tudo para vender a qualquer preço.
Vender é meta final, construída em etapas, com paciência, constância e verdade. Não dá para
negligenciar o percurso, colando foco apenas na chegada. A euforia das compras com demandas crescentes não está prevista para os próximos anos. A estratégia é pensar a longo
prazo, conscientizando as empresas de que venda não é sobre convencimento e promoção,
venda é sobre reconhecimento e valorização.
O COVID19 escancarou as necessidades de adaptação, mudanças e transformações. A falta de criatividade e de visão podem ser grandes ciladas para quem ainda não entendeu o essencial: colocar o consumidor no centro é enxergá-lo primeiro como gente, depois como cliente. Estreitar laços já foi tendência, hoje é questão de sobrevivência!
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